Televangelismo
Televangelismo é o uso da televisão para transmitir a fé cristã para muitas pessoas. O termo original
deriva da inglês televangelism,
um portmanteau de television eevangelism,[nota 1] cunhado pela revista americana Time.[1] Um "televangelista" é umreligioso que
faz pregações por meio de programas de televisão, em canais que atingem um grande número de
telespectadores. O termo é geralmente usado em caráter pejorativo por críticos da prática para se
referir a tais ministros. A prática do televangelismo é mais comum entre os neopentecostais,
porém, existem televangelistas católicos e de outras subdivisões do cristianismo.
Origem
O televangelismo começou
como um peculiar fenômeno americano, resultado de uma mídia sem
regulamentação, em que as redes de
televisão aberta e por assinatura estavam acessíveis a praticamente
qualquer pessoa que pudesse pagar, combinada com a grande população cristã do
país, capaz de fornecer o financiamento necessário para a compra de horários de
televisão. A crescente globalização das mídias permitiu a alguns
televangelistas americanos chegarem a públicos mais amplos fora dos Estados
Unidos através de redes de televisão internacionais, especialmente as
declaradamente cristãs, como Trinity Broadcasting
Network e a GOD TV.
A prática também se expandiu a outros países, criando televangelistas locais,
tal caso ocorreu no Brasil. Alguns países têm maior controle da mídia e restringem
a participação de Igrejas na televisão. Em tais países, a programação religiosa
é geralmente produzida por companhias de televisão (algumas vezes como um
requerimento ou serviço público obrigatório) ao invés de por interesse de
grupos privados. Alguns televangelistas são também pastoresregulares em seus ministérios e locais de culto
(geralmente em megaigrejas), mas a maioria de seus
seguidores vem da sua audiência na televisão e no rádio. Outros não têm filiação com ministérios específicos e
acabam por ter atuação apenas nos canais de televisão.
História
O cristianismo sempre enfatizou a necessidade da
pregação do evangelho para
todos os povos. Historicamente, isso foi alcançado com a ajuda de missionários e a distribuição de bíblias e livros
sobre o assunto. Alguns cristãos perceberam que a rápida disseminação de
informações era possível por meio do rádio. Na década de 1920, ele começou a ser usado
para essa tarefa, com a ida dos primeiros pregadores para o rádio. Transmissões
via rádio eram vistas como uma atividade complementar para o tradicional
missionarismo, permitindo o aumento no número de pessoas atingidas e redução de
gastos para isso e também facilitando o acesso à mitologia cristã em países que
tinham proibido a atividade dos missionários. O objetivo do rádio cristão era
converter novas pessoas ao cristianismo e fornecer informações e apoio aos
fiéis. Tal ideia continua a funcionar hoje, também via televisão. Existiram
rádios de ondas curtas em todo mundo cristão, como HCJB,
em Quito, Equador, WYFR da Family Radio e a Bible Broadcasting Network (BBN),
entre outras.
Nos Estados Unidos, a Grande Depressão dos anos 1930 implicou em um ressurgimento das
pregações via rádio nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, alguns missionários
iam de cidade em cidade com carros de som, vivendo de doações. Vários desses
passaram ao rádio como resultado de sua popularidade. Um dos primeiros
pregadores a usar extensivamente o rádio foi Samuel Parkes Cadman, iniciando em 1923. Em 1928, Cadman tinha um programa de rádio semanal na rádio da National Broadcasting Company (NBC), sua oratória conseguiu a
audiência de mais de cinco milhões de pessoas em todos os Estados Unidos.[4]






