Conviver com
as pessoas é um grande exercício de paciência. Existem pessoas de todo
tipo, de várias opiniões, de diversos gostos. Hoje em dia tem sido muito
comum encontrar dois tipos de pessoas: as hipócritas e as baixas. Baixa
não no sentido de estatura mas no sentido moral. O dicionário ajuda a
definir isto melhor: pessoa baixa é aquela que promove a baixaria, ou
seja, uma situação em que os limites éticos, morais ou estéticos são
desrespeitados.
A pessoa hipócrita não fica para traz em relação a baixa. Hipócrita é a
pessoa que vive na hipocrisia, ou seja, ação ou efeito de fingir,
inventar ou dissimular. Característica daquilo que não é honesto. Vício
que consiste em aparentar uma virtude ou um sentimento inexistente.
Gente hipócrita há de montão por aí. Inclusive na igreja. A igreja
costuma ser porta vós da ética, da moral e dos bons costumes. Contudo,
essa postura em muitos casos não passa de mero moralismo. Por exemplo,
uma pessoa afirma que dançar é coisa do diabo, mas não considera a
fofoca uma coisa maligna. E assim outros temas pequenos são demonizados
enquanto os que de fato merecem atenção são minimizados. Como já dizia o
Senhor Jesus, esse é o tipo de gente que “coa um mosquito e engole um
camelo”.
Mas, apesar disso, a igreja ainda é melhor que a não igreja. Porque, se
dentro dela há hipocrisia, do lado de fora a situação é pior, pois
impera a baixaria.
Este tem sido um tempo complexo em termos de ética social e política.
Está descortinando-se nesta geração as mais baixas paixões e desejos
perniciosos da alma humana. Os limites do pudor, da privacidade, da
decência, do respeito ao outro, estão sendo invadidos e destroçados em
nome da uma liberdade, de uma reinvenção de valores pós-modernos, que no
fundo não passa de uma libertinagem movida pela mentalidade sodomita
travestida de intelectualismo esquerdista.
Movimentos que reclamam o direito de tornarem suas práticas privadas em
assentimento público se entrelaçam com os políticos que estão no poder
buscando torna o que é do Setor Público em domínio privado. É um
conluio motivado pelo sentimento de ganância e de dominação ideológica
através da utilização pragmática da democracia. Como dizia Niemayer,
projetar Brasília para os Políticos que vocês colocaram lá, foi como
criar um lindo vaso de flores pra vocês usarem como pinico. Hoje eu
vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em
forma de avião, mas sim de Camburão.
Por isso, entre a hipocrisia e a baixaria, está na hora dos crentes
galgarem o caminho do compromisso com Jesus, o caminho da cruz, deixando
de estigmatizar os costumes para agir profeticamente nesta sociedade. E
que isso comece com os que são líderes pois devem ser exemplo. Que não
sejam mais hipócritas, muito menos baixos, mas simplesmente discípulos
de Jesus de Nazaré pois Ele nunca foi hipócrita e nem baixo.
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Pr. André Santos de Almeida
Que Jesus seja o centro de todas as coisas






